Brasil

Publicada em 01/05/18 às 08:53h - 51 visualizações
Prédio de 24 andares desaba em incêndio no Centro de SP
Edifício no Largo do Paissandu era ocupado irregularmente por cerca de 50 famílias. Bombeiros fazem buscas por desaparecidos.

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Bombeiros fazem buscas por desaparecidos.  (Foto: Globo)

"O Corpo de Bombeiros já tinha feito vistorias neste prédio, já tinha atuado de forma a verificar o que tinha acontecido aí (na ocupação). Todas as autoridades competentes estavam cientes em relação às condições de segurança desse prédio", afirmou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, a situação do imóvel e da ocupação irregular contribuíram para o rápido avanço das chamas.

"Ele tinha elevadores que foram substituídos (retirados). Então, esses dutos de ar que tinham no meio, pelo fosso do elevador, acabam formando uma chaminé. Você tinha muito material combustível: madeira, papel, papelão, algo que fez com que essa chama se propagasse com rapidez."

"Eu estava dormindo, acordei meu marido gritando 'fogo, fogo, fogo'. Peguei meu filho e saí. Não consegui salvar os documentos dele, consegui salvar só os meus. Estou aqui no meio da rua, com roupa de dormir, sem nada", afirma Crivalda, que morava no prédio que desabou havia 1 ano.

"Eu tinha medo mas eu não tinha condições de morar em outro lugar."

ão farejador dos Bombeiros, será usado na tentativa de encontrar desaparecidos sob os escombros. As buscas devem começar ainda hoje.

Segundo um ex-morador do prédio que desabou, havia muita fiação aparente e rachaduras nos andares superiores, além de muito colchão e entulho no local.

"Às vezes ficava dois, três dias sem luz. O pessoal mexia na rede elétrica sem entender", afirmou Antonio, que morou no local de 2015 a 2017, até arranjar emprego e se mudar para Santana.

Segundo médicos do Samu, ao menos 3 pessoas foram socorridas com quadro de intoxicação e levadas para unidades médicas.

Os bombeiros ainda estão fazendo o levantamento de quantos podem estar desaparecidos. Não havia uma relação exata do número de pessoas que moravam irregularmente no prédio no Largo do Paissandu, na região da República.




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